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Notícias de ultima hora

Viagens e experiências sinestésicas no novo clipe da The Shorts

Misturando o onírico e o psicodélico que dão a essência da letra, a banda curitibana The Shorts lança o clipe de “Vivid Vision”, com exclusividade pelo Autonomia. A direção do vídeo é assinada pela vocalista Natasha Durski e apresenta imagens que são fruto de muitas das suas pirações, resultado de sonhos recorrentes no imaginário da banda. Esse é o primeiro trabalho visual do disco de estreia, Dawn, lançado no fim de 2016, e marca o início da parceria entre a banda e o selo musical PWR Records. Assista:

As influências das autonominas

Há quase dois meses, o Autonomia estreou com a proposta de falar sobre o cenário independente num todo. O site é conduzido por mulheres completamente apaixonadas por música, e é por isso que todas nós decidimos falar sobre ela em nossas vidas, além de preparar uma playlist com canções marcantes e que nos influenciaram desde sempre.   Mariana Ribeiro “Eu tenho a sorte de ter crescido em uma família extremamente musical. Cresci ouvindo de tudo, de tudo mesmo – de Beatles a Cássia Eller – e isso me formou um gosto musical um tanto abrangente. Música representa boa parte de mim e já ajudou a me salvar uma vez em um período muito difícil. Não sei como teria passado por isso sem grande parte das coisas que eu ouvi (inclusive You Can’t Always Get What You Want, dos Rolling Stones que está na playlist). Tudo o que eu ouço é significativo pra mim, me marca, às vezes me transforma, principalmente Jeff Buckley, ele tem um peso muito importante pra mim. E essa playlist é tudo …

A gente acha que todo mundo deveria ver um show da Mahmed na vida

Foto por Yasmin Kalaf Lopes. A Mahmed, desde o seu EP de estreia “Domínio das Águas e dos Céus“, em 2013, vem chamando a atenção não apenas dentro do cenário independente, mas no cenário musical como um todo. Composta por Walter Nazário (guitarra), Dimetrius Ferreira (guitarra), Leandro Menezes (baixo) e Ian Medeiros (bateria), a banda instrumental, sempre muito bem elogiada por suas apresentações ao vivo (acredite quando eu digo isso, porque basicamente todo mundo ao meu redor é apaixonado pelos shows deles), já tocou em festivais desde Coquetel Molotov em Recife, até o aclamado Primavera Sound na Espanha. Atualmente, a banda encontra-se gravando seu segundo álbum, com previsão para o início de 2018 pela Balaclava Records. É ou não é para começar o ano bem? Pensando nisso, o Autonomia conversou com Walter e Leandro sobre shows, música e o futuro da banda. Como a Mahmed começou? Leandro: Começou entre 2012 e 2013. Sou amigo de Dimetrius há muitos anos e sempre tivemos o interesse de fazer algum projeto, mas nada saía do papel, a não ser …

Vozes femininas brasileiras e seus clássicos obrigatórios

Dentro do cenário musical brasileiro são incontáveis os trabalhos de mulheres, seja compondo ou apenas interpretando canções de terceiros. Essa lista foi feita buscando condensar em poucas palavras álbuns interpretados por vozes femininas que deixaram ou irão deixar seu legado para a música brasileira.  Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo – Cassia Eller (1999) Quinto álbum de estúdio da cantora, é até hoje considerada sua obra-prima, com músicas escritas por Caetano Veloso, Luiz Melodia, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, entre outros vários músicos. Cássia sempre preferiu interpretar músicas de outros artistas ao invés de compor suas próprias canções, por isso nenhuma das músicas do álbum foi escrita por ela. A música que abre o álbum “Segundo Sol” é uma das mais conhecidas da artista, depois apenas de “Malandragem”.  A Voz do Samba – Alcione (1975) Primeiro álbum de estúdio de Alcione, que em sua estreia já tinha entre as faixas as músicas “Não Deixa o Samba Morrer”, até hoje sua canção mais popular, regravada também por Marisa Monte e outros artistas, e “O Surdo”, outra música presente em coletâneas que revisitam diversas obras da cantora e também seu repertório de shows.   Falso Brilhante – Elis Regina (1976) Álbum em estúdio do espetáculo teatral “Falso Brilhante”, que ficou em cartaz por um período de dois anos. As canções ao mesmo tempo que contam a história de vida e carreira de Elis, ainda que nenhuma das canções tenha …

EP3: Metá Metá

Os integrantes do Metá Metá estão de volta com um trabalho novinho em folha: o EP3. O EP conta com duas canções compostas pela banda que ficaram de fora da trilha do espetáculo de dança do Grupo Corpo, Gira: “Odara Elegbara” e “Ajalaiye”, ambas em homenagem ao orixá Exu, segundo a própria banda. São duas canções intensas e com diferentes elementos musicais. Vale a pena a ouvida. Você pode baixar o EP3 clicando aqui. O Metá Metá já tem três shows de lançamento do EP marcados; dia 12/08 no Festival Criolina, em Brasília; 13/08 no SESC Pinheiros, em São Paulo; e dia 18/08, junto com a banda Rakta, no Circo Voador, no Rio de Janeiro.

12 lançamentos imperdíveis do primeiro semestre de 2017

O primeiro semestre do ano foi cheio de lançamentos incríveis dentro do cenário independente e, pensando nisso, a equipe do Autonomia fez uma difícil seleção dos 12 melhores álbuns e EPs pra vocês ouvirem. Mariana Ribeiro @maribeiro_ Kiko Dinucci – Cortes Curtos Lançado em 7 de fevereiro, o Cortes Curtos me fisgou na primeira ouvida. O álbum, composto por 15 faixas (15 pedradas pra ser mais exata), é propício para ouvir em volume alto e sem pausa. É um álbum que reflete São Paulo de diferentes maneiras dentro de cada letra. Cortes Curtos é um álbum que cresce cheio de barulho e histórias e, até agora, o meu preferido do ano. Foco na maravilhosa “Chorei” e “Vazio da Morte”. gorduratrans – paroxismos “Paroxismo” é uma palavra dentro da medicina que descreve o momento de intensidade máxima de uma dor e, bem, é resumidamente o que o segundo álbum do gorduratrans transmite. É um álbum sobre dores, mas não de uma forma superficial, porque você consegue senti-las através das letras de Felipe Aguiar (voz e guitarra) …

Chico de Barro

A Chico de Barro tem muito a nos dizer sobre suas influências da música

Definitivamente, uma das surpresas do cenário independente do último ano foi o trio carioca Chico de Barro, que despontou há um ano com o single “Nogueira”, e lançou o primeiro EP de mesmo nome em Janeiro, pelo selo também carioca Efusiva. A mistura de MPB e post-rock traz aquele toque lo-fi aos nossos ouvidos, culminando numa verdadeira salada de influências. A banda começou Nathanne Rodrigues (guitarra, baixo, vocal), Luiz Monclar (teclado) e Pedro Millecco (bateria), e hoje conta com Pedro Martins (baixo) no lugar de Luiz. Não deixam de ser uma tríade harmoniosa que tem feito um trabalho honesto desde 2011. O EP Nogueira, gravado de forma totalmente caseira, traz um punhado de composições sinceras de Nathanne. O Autonomia conversou com eles sobre o que os influenciou na música, lembranças da infância e o futuro do trio. Vocês foram crianças musicais? Quais álbuns foram mais marcantes na infância de vocês? Nathanne Rodrigues: Eu andava sempre com um violãozinho de brinquedo pra cima e pra baixo… até que um dia, minha avó apareceu com um cavaquinho de presente. Eu fingia que era um violão …

A Cosmoplano Records não quer dominar o mundo, mas já tá fazendo muito por ele

Talvez eu seja meio suspeita pra falar, mas durante uma das minhas últimas viagens ao Rio de Janeiro eu estava conversando com um amigo e ele me contou sobre a proposta da Cosmoplano e o quanto era encantado com isso. Disse que o intuito do selo era levar música para a Baixada Fluminense, coisa que não acontecia frequentemente, visto que a concentração de eventos de música independente no Rio é basicamente centro e zona sul. Aí tal encanto passou para mim a ponto de, entre tantos selos incríveis por aí, ter a responsa de falar sobre ele. Conversei com a Deb e ela me contou um pouco mais sobre o selo. A Cosmoplano foi fundada em 2016 pela Deb e pela Duda e funciona lá na Baixada Fluminense, mais especificamente em Mesquita. Segundo a Deb, mesmo tendo as duas como responsáveis, o selo sempre conta com a ajuda de alguns amigos, os quais sempre estão dispostos a fazer a coisa andar na mesma proporção que as meninas. “Tenho um home studio bem improvisado na baixada …