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Artistas e demais pessoas envolvidas na cena falando sobre influências musicais e externas que os fizeram trabalhar com música

A Ventilador de Teto é uma barbaridade

A banda Ventilador de Teto é nova no pedaço, literalmente, porque a gurizada é jovem. Composta por quatro meninos da Baixada Fluminense e com um EP tudo de show, o Desejo/Sufoco, eles entraram no cenário independente com críticas positivas sobre seu som e uma parte disso se deve à incrível Bárbara Martins, a mulher por trás de tudo o que eles fazem e a “opinadora” oficial da VDT. E é sobre a banda, influências e Bárbara que eu e Isabelle Vímara conversamos com a ‘Ventilador’ lá em Duque de Caxias. Vamos lá… Pergunta básica: quais as influências da banda? VDT: Inicialmente, a gente fez um top 5 e tinha Velvet Underground, Bob Dylan, The Strokes, The Smiths e The Beatles. O quão importante pra vocês é a questão da autenticidade? Porque dentro da cena existem muitas críticas sobre as bandas serem genéricas, não de uma forma negativa, claro. Mas qual o diferencial de vocês em relação a isso? VDT: A gente copia tudo. Nada é original, é só você saber disfarçar, deixar as coisas entrelinhas. Acho …

‘Letrux Em Noite de Climão’ e as múltiplas faces de Letícia Novaes

Foto por Marina Novelli Letrux Em Noite de Climão é o primeiro disco de Letícia Novaes pós-término do projeto Letuce, que ficou em atividade de 2007 a 2016, reuniu uma legião de fãs e foi marcado por uma despedida calorosa no fim do ano passado em Paquetá, no Rio de Janeiro. O novo trabalho é resultado de uma campanha de financiamento coletivo e mostra outra face da cantora/compositora/atriz/escritora. Um retrato mais noturno, que se entrega pra vida e suas múltiplas possibilidades como numa pista de dança (literalmente). Referências dos anos 80 ao longo das onze faixas, o disco ainda conta com uma participação de Marina Lima em “Puro Disfarce”. O Climão vem sendo muito bem recebido pelo público e contou com casa cheia em todas as apresentações feitas até agora, passando por Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Talvez eu seja suspeita pra falar, porque esse deve ser um dos meus discos favoritos de 2017 – pelo menos até agora. Letícia é uma mulher muito potente e não te deixa nem um pouquinho desconfortável. …

Como gorduratrans saiu do subúrbio pra conquistar o país

Foto por: Lucas Santos No dia 27/09/2015 era lançado o repertório infindável de dolorosas piadas, debut da banda carioca gorduratrans, formada por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz). A ideia do gorduratrans surgiu no início de 2015, logo após Felipe e Luiz saírem de sua antiga banda. Os dois, que se conheceram no final de 2012 através de um grupo no Facebook, criaram um laço de amizade tão forte que decidiram manter a banda só entre eles. Uma amizade que ultrapassou o limite do duo assim que o repertório começou a tomar forma. E que uniu pessoas de diferentes cantos do país, conquistadas pelas músicas e pelos próprios meninos, que acabaram formando um círculo de amizade. E foi para falar dessas relações formadas, da música na vida dos dois e do repertório infindável de dolorosas piadas que eu conversei com o gorduratrans. Qual sua relação com o Felipe? Luiz: Minha relação com o Felipe é muito tranquila, sempre foi. Temos muitos gostos e opiniões parecidas, nos mais variados contextos, então …

A gente acha que todo mundo deveria ver um show da Mahmed na vida

Foto por Yasmin Kalaf Lopes. A Mahmed, desde o seu EP de estreia “Domínio das Águas e dos Céus“, em 2013, vem chamando a atenção não apenas dentro do cenário independente, mas no cenário musical como um todo. Composta por Walter Nazário (guitarra), Dimetrius Ferreira (guitarra), Leandro Menezes (baixo) e Ian Medeiros (bateria), a banda instrumental, sempre muito bem elogiada por suas apresentações ao vivo (acredite quando eu digo isso, porque basicamente todo mundo ao meu redor é apaixonado pelos shows deles), já tocou em festivais desde Coquetel Molotov em Recife, até o aclamado Primavera Sound na Espanha. Atualmente, a banda encontra-se gravando seu segundo álbum, com previsão para o início de 2018 pela Balaclava Records. É ou não é para começar o ano bem? Pensando nisso, o Autonomia conversou com Walter e Leandro sobre shows, música e o futuro da banda. Como a Mahmed começou? Leandro: Começou entre 2012 e 2013. Sou amigo de Dimetrius há muitos anos e sempre tivemos o interesse de fazer algum projeto, mas nada saía do papel, a não ser …

Só lembrando que a El Toro Fuerte não nasceu pra te agradar

Caso você esteja se perguntando, “El Toro Fuerte” vem, de fato, do personagem dos desenhos/filmes do Jackie Chan, lutador profissional de luta livre e dono de uma força descomunal. Essa força, não sabia ele, vinha do Talismã do Touro que a sua máscara carregava. Já da banda mineira, nós nunca ficamos sabendo de nenhum Talismã do Touro, mas que há uma força descomunal que paira em cada show feito por eles, disso não temos dúvidas. A El Toro Fuerte lançou seu primeiro disco em maio de 2016, chamado “Um Tempo Lindo para Estar Vivo“, ganhando destaque na cena independente. Depois de seu lançamento, os meninos já passaram por grande parte do país, incluindo festivais como o Bananada, onde artistas como Mano Brown, Luiza Lian e Céu também marcaram presença. A banda é formada por Diego Soares, João Carvalho, Gabriel Martins e Fábio de Carvalho Penido, que fazem muita coisa ao mesmo tempo e fica difícil dar uma função como integrante para cada um. Atualmente a banda se prepara para o lançamento de seu segundo álbum “Nossos …

Chico de Barro

A Chico de Barro tem muito a nos dizer sobre suas influências da música

Definitivamente, uma das surpresas do cenário independente do último ano foi o trio carioca Chico de Barro, que despontou há um ano com o single “Nogueira”, e lançou o primeiro EP de mesmo nome em Janeiro, pelo selo também carioca Efusiva. A mistura de MPB e post-rock traz aquele toque lo-fi aos nossos ouvidos, culminando numa verdadeira salada de influências. A banda começou Nathanne Rodrigues (guitarra, baixo, vocal), Luiz Monclar (teclado) e Pedro Millecco (bateria), e hoje conta com Pedro Martins (baixo) no lugar de Luiz. Não deixam de ser uma tríade harmoniosa que tem feito um trabalho honesto desde 2011. O EP Nogueira, gravado de forma totalmente caseira, traz um punhado de composições sinceras de Nathanne. O Autonomia conversou com eles sobre o que os influenciou na música, lembranças da infância e o futuro do trio. Vocês foram crianças musicais? Quais álbuns foram mais marcantes na infância de vocês? Nathanne Rodrigues: Eu andava sempre com um violãozinho de brinquedo pra cima e pra baixo… até que um dia, minha avó apareceu com um cavaquinho de presente. Eu fingia que era um violão …