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Gabriela Garrido convida a descobrir seus mundos no EP “Entre”

Todas as fotos por Luisa Queiroz Em um trabalho muito mais encorpado e menos apressado, Gabriela Garrido aponta as delícias e confusões de uma menina de vinte e poucos anos tentando entender o que é a vida. Entre demonstra um cuidado do início até o fim – a palavra pode ser preposição, sobre estar no meio de duas ou mais coisas, ou flexão do verbo entrar, como um convite. Cada uma das cinco faixas te convida para conhecer um pouco das questões e dos universos de Gabriela, a do palco e a de fora dele. O disco vai ser lançado no dia 5 de maio, no Rio de Janeiro, e mostra novas nuances da artista depois de Mergulho, seu primeiro trabalho. Ouvir Entre é como uma brisa de ar fresco no fim de tarde, pensando em saudade e no que está por vir. E foi nesse clima que eu conversei com a Gabriela – bebendo uma cerveja no centro do Rio, debaixo de uma luz linda que tá nas fotos da Luisa Queiroz aqui embaixo. …

O ÀTTØØXXÁ está ressignificando os sons e sinais das ruas de Salvador

Foto: Luisa Queiroz Todo mundo sabe que a Bahia é vanguarda na música brasileira. O que pouca gente imaginava era que a música do carnaval de 2018 sairia de um quarto. Cama, berço, alguns equipamentos e quatro criativos – Rafa Dias, Osmar ‘Oz’, Raoni Knalha e Wallace ‘Chiba’ – cheios de vontade de botar seus discursos próprios no mundo. É dentro desse contexto que ÀTTØØXXÁ se cria e constrói. A noção de casa – física ou não – é ponto focal na produção do grupo. O som faz referência ao que está e esteve presente no diário de cada um, sempre somando à experimentação. Salvador também é Norte para a produção sonora e visual dos quatro, trazendo à tona muito mais que a noção limitada de “sol, suor e axé”. De acordo com Rafa, cada pedaço da cidade carrega uma entidade e, pra mim, essa geografia está presente em todo o trabalho construído até agora por eles. Criado como projeto solo de Rafa Dias, ÀTTØØXXÁ conta hoje com dois discos gravados: É F*DA P*RRA e …

A Ventilador de Teto é uma barbaridade

A banda Ventilador de Teto é nova no pedaço, literalmente, porque a gurizada é jovem. Composta por quatro meninos da Baixada Fluminense e com um EP tudo de show, o Desejo/Sufoco, eles entraram no cenário independente com críticas positivas sobre seu som e uma parte disso se deve à incrível Bárbara Martins, a mulher por trás de tudo o que eles fazem e a “opinadora” oficial da VDT. E é sobre a banda, influências e Bárbara que eu e Isabelle Vímara conversamos com a ‘Ventilador’ lá em Duque de Caxias. Vamos lá… Pergunta básica: quais as influências da banda? VDT: Inicialmente, a gente fez um top 5 e tinha Velvet Underground, Bob Dylan, The Strokes, The Smiths e The Beatles. O quão importante pra vocês é a questão da autenticidade? Porque dentro da cena existem muitas críticas sobre as bandas serem genéricas, não de uma forma negativa, claro. Mas qual o diferencial de vocês em relação a isso? VDT: A gente copia tudo. Nada é original, é só você saber disfarçar, deixar as coisas entrelinhas. Acho …