Mês: setembro 2017

Como gorduratrans saiu do subúrbio pra conquistar o país

Foto por: Lucas Santos No dia 27/09/2015 era lançado o repertório infindável de dolorosas piadas, debut da banda carioca gorduratrans, formada por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz). A ideia do gorduratrans surgiu no início de 2015, logo após Felipe e Luiz saírem de sua antiga banda. Os dois, que se conheceram no final de 2012 através de um grupo no Facebook, criaram um laço de amizade tão forte que decidiram manter a banda só entre eles. Uma amizade que ultrapassou o limite do duo assim que o repertório começou a tomar forma. E que uniu pessoas de diferentes cantos do país, conquistadas pelas músicas e pelos próprios meninos, que acabaram formando um círculo de amizade. E foi para falar dessas relações formadas, da música na vida dos dois e do repertório infindável de dolorosas piadas que eu conversei com o gorduratrans. Qual sua relação com o Felipe? Luiz: Minha relação com o Felipe é muito tranquila, sempre foi. Temos muitos gostos e opiniões parecidas, nos mais variados contextos, então …

Viagens e experiências sinestésicas no novo clipe da The Shorts

Misturando o onírico e o psicodélico que dão a essência da letra, a banda curitibana The Shorts lança o clipe de “Vivid Vision”, com exclusividade pelo Autonomia. A direção do vídeo é assinada pela vocalista Natasha Durski e apresenta imagens que são fruto de muitas das suas pirações, resultado de sonhos recorrentes no imaginário da banda. Esse é o primeiro trabalho visual do disco de estreia, Dawn, lançado no fim de 2016, e marca o início da parceria entre a banda e o selo musical PWR Records. Assista:

As influências das autonominas

Há quase dois meses, o Autonomia estreou com a proposta de falar sobre o cenário independente num todo. O site é conduzido por mulheres completamente apaixonadas por música, e é por isso que todas nós decidimos falar sobre ela em nossas vidas, além de preparar uma playlist com canções marcantes e que nos influenciaram desde sempre.   Mariana Ribeiro “Eu tenho a sorte de ter crescido em uma família extremamente musical. Cresci ouvindo de tudo, de tudo mesmo – de Beatles a Cássia Eller – e isso me formou um gosto musical um tanto abrangente. Música representa boa parte de mim e já ajudou a me salvar uma vez em um período muito difícil. Não sei como teria passado por isso sem grande parte das coisas que eu ouvi (inclusive You Can’t Always Get What You Want, dos Rolling Stones que está na playlist). Tudo o que eu ouço é significativo pra mim, me marca, às vezes me transforma, principalmente Jeff Buckley, ele tem um peso muito importante pra mim. E essa playlist é tudo …

A gente acha que todo mundo deveria ver um show da Mahmed na vida

Foto por Yasmin Kalaf Lopes. A Mahmed, desde o seu EP de estreia “Domínio das Águas e dos Céus“, em 2013, vem chamando a atenção não apenas dentro do cenário independente, mas no cenário musical como um todo. Composta por Walter Nazário (guitarra), Dimetrius Ferreira (guitarra), Leandro Menezes (baixo) e Ian Medeiros (bateria), a banda instrumental, sempre muito bem elogiada por suas apresentações ao vivo (acredite quando eu digo isso, porque basicamente todo mundo ao meu redor é apaixonado pelos shows deles), já tocou em festivais desde Coquetel Molotov em Recife, até o aclamado Primavera Sound na Espanha. Atualmente, a banda encontra-se gravando seu segundo álbum, com previsão para o início de 2018 pela Balaclava Records. É ou não é para começar o ano bem? Pensando nisso, o Autonomia conversou com Walter e Leandro sobre shows, música e o futuro da banda. Como a Mahmed começou? Leandro: Começou entre 2012 e 2013. Sou amigo de Dimetrius há muitos anos e sempre tivemos o interesse de fazer algum projeto, mas nada saía do papel, a não ser …