Mês: julho 2017

12 lançamentos imperdíveis do primeiro semestre de 2017

O primeiro semestre do ano foi cheio de lançamentos incríveis dentro do cenário independente e, pensando nisso, a equipe do Autonomia fez uma difícil seleção dos 12 melhores álbuns e EPs pra vocês ouvirem. Mariana Ribeiro @maribeiro_ Kiko Dinucci – Cortes Curtos Lançado em 7 de fevereiro, o Cortes Curtos me fisgou na primeira ouvida. O álbum, composto por 15 faixas (15 pedradas pra ser mais exata), é propício para ouvir em volume alto e sem pausa. É um álbum que reflete São Paulo de diferentes maneiras dentro de cada letra. Cortes Curtos é um álbum que cresce cheio de barulho e histórias e, até agora, o meu preferido do ano. Foco na maravilhosa “Chorei” e “Vazio da Morte”. gorduratrans – paroxismos “Paroxismo” é uma palavra dentro da medicina que descreve o momento de intensidade máxima de uma dor e, bem, é resumidamente o que o segundo álbum do gorduratrans transmite. É um álbum sobre dores, mas não de uma forma superficial, porque você consegue senti-las através das letras de Felipe Aguiar (voz e guitarra) …

Chico de Barro

A Chico de Barro tem muito a nos dizer sobre suas influências da música

Definitivamente, uma das surpresas do cenário independente do último ano foi o trio carioca Chico de Barro, que despontou há um ano com o single “Nogueira”, e lançou o primeiro EP de mesmo nome em Janeiro, pelo selo também carioca Efusiva. A mistura de MPB e post-rock traz aquele toque lo-fi aos nossos ouvidos, culminando numa verdadeira salada de influências. A banda começou Nathanne Rodrigues (guitarra, baixo, vocal), Luiz Monclar (teclado) e Pedro Millecco (bateria), e hoje conta com Pedro Martins (baixo) no lugar de Luiz. Não deixam de ser uma tríade harmoniosa que tem feito um trabalho honesto desde 2011. O EP Nogueira, gravado de forma totalmente caseira, traz um punhado de composições sinceras de Nathanne. O Autonomia conversou com eles sobre o que os influenciou na música, lembranças da infância e o futuro do trio. Vocês foram crianças musicais? Quais álbuns foram mais marcantes na infância de vocês? Nathanne Rodrigues: Eu andava sempre com um violãozinho de brinquedo pra cima e pra baixo… até que um dia, minha avó apareceu com um cavaquinho de presente. Eu fingia que era um violão …

A Cosmoplano Records não quer dominar o mundo, mas já tá fazendo muito por ele

Talvez eu seja meio suspeita pra falar, mas durante uma das minhas últimas viagens ao Rio de Janeiro eu estava conversando com um amigo e ele me contou sobre a proposta da Cosmoplano e o quanto era encantado com isso. Disse que o intuito do selo era levar música para a Baixada Fluminense, coisa que não acontecia frequentemente, visto que a concentração de eventos de música independente no Rio é basicamente centro e zona sul. Aí tal encanto passou para mim a ponto de, entre tantos selos incríveis por aí, ter a responsa de falar sobre ele. Conversei com a Deb e ela me contou um pouco mais sobre o selo. A Cosmoplano foi fundada em 2016 pela Deb e pela Duda e funciona lá na Baixada Fluminense, mais especificamente em Mesquita. Segundo a Deb, mesmo tendo as duas como responsáveis, o selo sempre conta com a ajuda de alguns amigos, os quais sempre estão dispostos a fazer a coisa andar na mesma proporção que as meninas. “Tenho um home studio bem improvisado na baixada …